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segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Precisamos falar sobre o Santander

Não apenas sobre o Santander. Mas sobre Cultura, Arte e o verdadeiro motivo de sua existência.
Quando falamos em Cultura não estamos falando apenas em Arte. Estamos falando em “todos os produtos comportamentais, espirituais e materiais da vida social humana” (TYLOR, 1877). Porém, não temos como falar em Cultura sem falar em várias formas de Arte, uma vez que é através dela que o homem, desde sua pré-história, representa seu cotidiano. Gravem bem estas últimas palavras.
O primeiro homem coloriu a primeira parede de caverna com as mãos sujas, representou ali suas digitais. Quando foi seguido por contemporâneos que aperfeiçoaram sua técnica e passaram a ilustrar figuras de animais sendo caçados por grupos de homens, podemos observar que a partir dali foi-se criando um padrão, uma normatividade. Ou seja, passou a tornar-se normal homens usarem lanças ou armadilhas para aprisionar seu alimento, pois através de gravuras podiam observar que tribos assim o fizeram e havia dado certo. Também houve aqueles que enrolando argilas com as mãos criavam falos para que fossem “cultuados”. Afinal, sem o falo não haveria reprodução, embora muitas tribos ainda acreditassem que a fêmea engravidasse quando deitada sob a lua. Quando tiveram acesso aos falos de argila entenderam a mensagem: os filhotes vinham da relação sexual regular. Aos poucos foram entendendo que a relação entre heterossexuais garantia a sobrevivência da espécie. E repetiram este padrão, até constituírem família. Também refletindo sobre as caçadas registradas nas paredes, tiveram a ideia de começar um trabalho de pecuária. Quão arriscado era sair correndo com uma lança atrás de um mamute, enquanto sua família o esperava? Nada além do produto da reflexão sobre os registros de um cotidiano primitivo.
A Arte sempre foi religiosa e não religiosa também. Durante a Idade Antiga vemos representações de ritos, mas vemos representações de cotidiano também. Ao mesmo tempo em que vemos Deuses egípcios pintados em paredes de pirâmides, vemos também calendários e descrições de colheitas. Vemos na Grécia Deuses que mostram o padrão de corpo belo para a sociedade grega, e vemos também afrescos mostrando festas, esportes, contos. Vemos escritos em alfabetos que ainda passariam por muitas mudanças a escrita de músicas, mitos, lendas, poemas. Todos registros de como as diversas civilizações em ebulição se comportavam. Qual cidade nunca quis ser modelo em educação como Atenas, ou modelo bélico como Esparta? Sem estes registros não iria querer, não haveria tal conhecimento. Aqui abrimos um parêntese: “Entre nós reviva Atenas para assombro dos tiranos. Sejamos gregos na Glória e na virtude romanos”. Isto lembra alguém? Pois aqui começa nossa jornada.
A bela arte greco-romana foi contraventora. Quando? Quando aqueles que deram continuidade à organização social entenderam que o corpo humano era algo pecaminoso. Não estamos aqui falando da Idade Média de maneira pejorativa. Isto é História. Houve proibições, condenações, mas houve também registro artístico. Um registro adverso ao anterior, mas havia. Um período em que a figura humana podia ser retratada, desde que sem movimento, sem forma realista, sem perspectiva angulosa e de profundidade, tudo afim de evitar a visualização de vergonhas, pois isto poderia estimular o espírito pecador humano. Como estudamos (aqueles que estudaram a respeito), podemos observar que de nada isto adiantou. O espírito pecador continuava vivo. Assim como o espírito da ignorância, da privação, da miséria. Mesmo com uma arte manipulada para dizer apenas o que os mais fortes queriam tornar padrão entre os mais fracos, para que seus feudos continuassem organizados à sua maneira, o comportamento humano continuava humano. Mesmo com perseguições, o comportamento humano continuava humano. Os pênis continuavam existindo, as vaginas continuavam existindo, felações continuavam existindo, a pedofilia (infelizmente) já existia e continuou existindo, a zoofilia (infelizmente) já existia e continuou existindo, o incesto já existia e continuou existindo. Até mesmo outras religiões já existiam, e continuaram existindo. Mesmo com uma arte que passava por uma censura muito mais rigorosa que em qualquer outro tempo o comportamento humano continuava existindo. Inclusive entre aqueles que mantinham o poder em suas mãos.
Até o dia em que Giotto começou a humanizar seu trabalho e foi seguido por outros artistas que vieram gradativamente ressuscitando as belas artes greco-romanas.
Quem não admira as obras dos quatro maiores artistas do Renascimento? Que belos quadros, afrescos, esculturas, murais nos deixaram! Tudo isto contraventor. Tudo isto foi um escândalo. As transparências nas roupas, as formas, a luz, a perspectiva, o provável sêmen que Michelangelo usava em suas tintas para garantir fixação. Estudavam cadáveres às escondidas, temerosos de uma perseguição implacável. Neste período podemos ver a ascenção dos retratos. Quase sempre manipulados. Pois como nem sempre o retratado podia ser um exemplo do que era belo, um Photoshop manual era ali aplicado e estava resolvido o problema, mantendo assim cabeças sobre pescoços e a pele longe do fogo. Mas isso sim é bonito. Mesmo assim, através destas obres podemos conhecer a vaidade humana, um comportamento em voga na época.
A Arte não retrata absolutamente nada que não exista. Mesmo que seja um sonho de Frida Kahlo. Existe. É um sonho. Que seja um relógio liquefeito (talvez nossa modernidade líquida, como Bauman chama) de Dalí. Existe. Ainda é um relógio. Que seja o Minotauro de Picasso. Minotauros podem não existir, mas o mito existe. Seria um ato de zoofilia grego o que gerou o mito, e que até Monteiro Lobato recontou para crianças?
Partindo deste pressuposto, se substituirmos ovos e galinhas por arte e comportamento a pergunta se torna bem mais simples de responder. Uma vez que a arte reproduz algo que já existe, seria mesmo possível que a arte “incitasse” algum comportamento?
Ou estamos diante novamente do comportamento humano que prevê a acusação de um terceiro quando a culpa é minha? Sempre precisamos de uma “bengala” para nos apoiarmos em alguma contravenção.
Estamos diante de uma sociedade em que toda vez que a frase “a Arte não é moral nem imoral, mas amoral” de Oscar Wilde é citada, tal citação tem que ser obrigatoriamente acompanhada de explicações profundas sobre linguagem. E podem acreditar: o papel da Arte é ser puramente amoral, para que assim possa incomodar, tirar o expectador de sua zona de conforto. Este é um conceito que aprendemos no ensino fundamental, nas primeiras aulas de Educação Artística. Mas talvez não tenhamos prestado atenção, pois jogávamos um gouache qualquer no papel para termos nota e presença no final do trimestre, e entregávamos nas mãos do professor "tri louco" que nunca era levado a sério.
Sejamos sensatos. O problema nunca será o artista. Será a sociedade que ele retrata.
Por que ao contrário de condenarmos um artista, como se tudo o que ele retrata fosse fantasia dele, criada exclusivamente por ele para manipular uma sociedade já adoecida; não criamos debates em torno do que ele retrata, e encontramos assim soluções para que estes elementos não precisem mais ser retratados? Por que não entendemos a arte como um manifesto, como uma ferramenta de reflexão? Seria mais confortável continuarmos então com o ufanismo de Ary Barroso e seu país perfeito (isso era real?).
Um museu fechou uma exposição. Estão quase todos satisfeitos. As crianças que se prostituem nas estradas continuam ali. Os animais subjugados por seu “proprietários” continuam ali. Os religiosos (sejam cristãos ou não) que usam de uma moralidade criada para subjugar alguém seja social ou sexualmente continuam ali. Mas a exposição está fechada, e nossas crianças continuam tendo nojo do próprio corpo enquanto fazem suas descobertas (abusadoras ou abusadas) escondidos atrás do muro da escola, pois falar sobre o assunto é feio. Grande vitória de nossa sociedade. A exposição fechou. Viva!
Agora, falando em primeira pessoa: Podem acreditar, eu não gostei de escrever isso. E nem toquei no assunto de classificação indicativa, que proporcionaria aos pais e responsáveis por menores de idade o exercício do livre arbítrio em levar ou não sua família a um ambiente artisticamente contraventor (Porque sim, se é um direito do artista retratar, é um direito do expectador não assistir.). Queria mesmo escrever sobre uma sociedade onde todos são dignos e se respeitam. Em que todas as obras de arte são belas. Tão belas quanto os panfletos que recebemos na rua, onde crianças brincam com tigres em um campo verdejante sob um céu com arco-íris, enquanto seu pais sorriem para elas. Mas artista que sou antes de qualquer outra coisa que eu seja, precisava escrever sobre o que existe. Sinto muito, de coração.


Caroline Garcia – Atriz, Jornalista, Pós Graduanda em Gestão Cultural.

Imagem: Tadeu Vilani/Agência RBS

domingo, 27 de setembro de 2015

Lembranças Setembrinas






Enquanto escrevo sorvo do doce-amargo chimarrão
E lembro dos meus tempos de chinoca
Na Setembrina dos Farrapos
Minha querida Viamão.

Meus bordados e crochês de pequena
O cheiro da chimia de chuchu colhido na cerca
As benzeduras da minha bizavó.

Das vezes em que declamei
Cantei
Pintei
Interpretei
Em festivais.

Das histórias que aprendi
Da cultura que defendi
Da pilcha que vesti
Das prendas que entendi.

Lembro das teias da vida
Que me levaram p’routros pagos
E enquanto bebo desta seiva
Não é um chasque que escuto
Nem chamamé nem milonga
É do rock todo inglesado
Que vem a trilha sonora
P´ra minha reflexão.

Fico aqui pensando
Que ainda sou aquela guria cheia de saias
Mas hoje vestindo calças
Enfrentando muito macho
Na peleia do tal de mercado.
Não preciso de uma faca na guaiaca
Nem de rebenque ou açoite
Preciso mesmo do que o vento frio do pago onde cresci me ensinou
Paciência, doçura e altivez
Uma dose de força e coragem
Pois da prenda que sou
Disto não posso me separar.

Mas penso que mesmo agindo de maneira diferente
Do que me ensinaram
Minha essência não vai embora
E não sou menos prenda, menos gaúcha, menos guapa
Do que as meninas que andam pilchadas
Como há muito deixei de andar.

E lembro então de pagos ainda mais distantes
Que não conheci
Mas que foram origem de tudo
Que hoje conhecemos aqui.

Sem as alemoas não teria chimia
Sem as polacas não teria festa com polonese
Sem as portuguesas não teria xale
Sem as açorianas não teria bordado e renda
Sem as espanholas não teria abanico e saia rodada.

E em uma cultura parida de tantas outras
Não posso esquecer que estas pessoas são tão gaúchas quanto eu
Órfãs de pago
Aquerenciadas em nossas coxilhas.

E sendo assim, quem sou eu p’ra dizer que é ruim
Gostar de baião e repente
Comer tapioca e acarajé
Contar causos de entradas e bandeiras
Sambar no carnaval
Vaquear em pantanal
E garantir os caprichos dos bois?

Ainda mais sabendo que mesmo em outros pagos
Quando deitarem em seus catres
As estrelas que os olhos deles vão enxergar
São as mesmas que os meus.

Caroline Garcia

sábado, 18 de janeiro de 2014

Aprendendo a ser mãe I

Eu já fui mãe de muita gente.

Já interpretei uma mãe que de tão ruim, mandou chamar o veterinário quando seu filho adotivo adoecera num espetáculo chamado “O Menino Diferente” (Fontes Produções, 2003). Já interpretei uma mãe excessivamente preocupada, em “O Menino do Dedo Verde” (Fontes Produções, 2009). Já interpretei até uma mãe de 105 anos, que era os olhos que tudo viam em uma fazenda nos tempos de escravidão em “Allahu-Akbar” (Fontes Produções, 2002). Já interpretei uma matrona açoriana, chegando em Itapuã no século XVIII com filhos e netos (Fontes Produções, 2003). Já interpretei a mãe de um padre que foi possuída por demônios em “A Casa das Sombras” (Fontes Produções, 2005/6). Já interpretei uma mãe caipira, bonachona e histérica em “O Casamento na Roça” (Cia. do Riso, 2004). Sabem que eu já interpretei até a mais famosa das mães? Em uma fase mais despreocupada, Maria paria o menino Jesus em um Auto de Natal (Fontes Produções, 2004). Em uma fase muito mais pesada e dolorida, Maria assistia à crucificação do mesmo menino Jesus já crescido em uma Paixão de Cristo (Fontes Produções, 2006).

De todas estas mães, poderia retirar duas conclusões: a primeira é “Nossa! Trabalhei um bom tempo com esta tal Fontes Produções!”. A segunda é a de que poderia ter aprendido a ser mãe antes mesmo de ter meus filhos de verdade, já que um nasceu em 2004 e o outro em 2005.

É muito engraçada esta relação que tenho com meus ex-colegas de teatro (pois faz mais de 6 anos que não coloco os pés em um palco): lembro do rosto de cada um deles e de como me olhavam nestes períodos. Embora fossem todos “marmanjos” e “marmanjas” (Uma das atrizes que trabalhou comigo “conseguiu” ser minha filha em três espetáculos diferentes! E dois outros atores eram homens com mais de 1,90m e voz bem grave, imaginem...), lembro exatamente de como cada um deles me chamou de mãe.

Lembro também do que mais me marcou. Quando interpretei Maria na Paixão, Mel Gibson havia lançado há um ano a sua versão da história. E foi na Maria criada e dirigida por ele que me apoiei. E como foi difícil! Assisti ao filme com meu filho mais velho em meu colo, pois ele havia acordado no meio da noite em que eu estava fazendo um laboratório, e eu havia o feito dormir novamente. Quando vi Maria enxergando no homem que carregava a cruz o mesmo menino que caía e “ralava” o joelho, e se dando conta de que agora não poderia ajudá-lo a levantar do chão, chorei por um bom tempo olhando para meu filho. Entendi que por mais que cresçam, os filhos continuam sendo os mesmos meninos e meninas para nós, mães. Já havia ouvido muitas mães falarem isto, mas até ali, não havia vivenciado. E não adianta: há coisas que só entendemos vivenciando. Quando o espetáculo acabava, não íamos até a ressurreição. A última cena era a retirada do corpo da cruz e a entrega dele em meu colo. Estava sentada no chão, amparada por outros personagens. Deitavam meu colega em meu colo e eu enchia seu rosto de beijos. Beijos desesperados de uma mãe que não conseguiu “juntar” seu filho quando ele caiu. A cortina fechava e ficávamos ainda um bom tempo abraçados chorando. Foi uma experiência muito forte.

Não sei exatamente o que dela ficou em mim. Às vezes acredito que tenha sido uma boa dose de desespero. Talvez uma ansiedade muito grande. A ânsia de impedir que um filho venha a cair, para que eu não precise passar pela experiência de não poder juntá-lo.

Talvez minha preocupação seja justamente por saber que todas as mães, e provavelmente eu também, em algum momento não conseguem juntar seus filhos, e as caídas são inevitáveis. Nem minha própria mãe conseguiu: quando tive que levantar de meu maior tombo, o fiz sozinha. De certa forma, penso que um dia terei que me conformar com isso.


Mas isto dói. E como.


As duas fotos da Pietá de Michelângelo que coloquei na postagem extraí do Google. Não sei quem são os autores. Se alguém souber, peço que por gentileza me informe nos comentários, para que eu possa editar a postagem com as informações de autoria.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Fotos raras de sets de filmagem

 
Que fazer cinema, teatro, televisão (ou seja que atração for) dá trabalho, isso já sabemos.

Só que quando fazemos o que realmente gostamos, pode ser muito mais divertido. Esse aí em cima na boca do tubarão é nada mais nada menos que Steven Spielberg posando com sua criação nos bastidores do thiller de horror "Tubarão", em 1975. Prova de que quando fazemos todo o trabalho de forma leve, os resultados sempre serão melhores!

Aqui temos outra foto inusitada do grande diretor: olha a situação!

Pois é. Garanto que nem se importou de deitar em cima de maquete no set de Indiana Jones e Os Caçadores da Arca Perdida em 1981, para enquadrar a imagem: o que importa é o resultado que a gente já conhece!

Esta abaixo é do Jack Nicholson e Stanley Kubrick no set de O Iluminado (1980). Com este sorrisão a gente não sente nem medo, e parece que ele está curtindo muito trabalhar alí! Porém... o personagem que Nikcolson fez neste filme é um dos que mais angustia até hoje quando assisto. Quase fico com a mesma cara da Shelley Duvall quando ele bate com o machado na porta. Do mal! Ah, e para mim esta versão de 1980 é muito melhor que o ramake de 1997 (embora o último não seja de todo ruim).


E o Elijah Wood e Macaulay Culkin no set de O Anjo Malvado (1993)? Acho que se a mãe do mocinho da história tivesse visto os dois sorrindo e brincando assim, ia ter muito mais dificuldade de escolher quem salvar no final...



Nem só de sensualidade e perspicácia Sean Connery construiu o agente James Bond enquanto trabalhou na franquia  de 007: pausas foram são essenciais, e rir também. Prova disso é esta foto abaixo, nos bastidores de 007 Contra Goldfinger (1964).

 
 
E por fim, podemos verificar que um ator alimenta o personagem que está dentro de si durante o trabalho: olha o Nick Castle como Michael Myers no set de Halloween (1978)!
 
 
 
 
Fonte: Portal MSN. Lá você vai ver mais fotos além destas, aqui coloquei só as que achei mais legais.



quinta-feira, 26 de julho de 2012

Vídeo Coca-cola

Olha, eu sou meio contra este lance de capitalismo extremo, e tal, mas achei bem interessante esta constatação da Coca-cola: As câmeras de segurança registram muito mais que crimes. Registram também o que há de bom no ser humano.

Dá uma olhada:



Vi no site Resto do Nada , que recomendo, inclusive.

terça-feira, 12 de junho de 2012

TAG - isso ou aquilo?

Não escrevo muito sobre o assunto, mas gosto muito de blogs de beleza e moda.


Daí no primeiro dia em que entrei no Naty Beauty, me apaixonei. O blog é muito legal, mesmo.


Daí resolvi participar deste joguinho de tag. Considere-se tagada, Naty! (Espero que tenha feito da forma correta...)

Maquiagem:

- Bronzer ou blush? BLUSH
- Batom ou Gloss? BATOM de preferência vermelho

- Máscara ou delineador? OS DOIS, muito, muuuuito!!! #ALOKA
- Corretivo ou base? BASE

- Sombras coloridas ou sombras neutras? TODAS!!!- Sombras compactas ou sombras soltas? COMPACTAS- Pincel de cerdas ou esponjinhas? PINCEL DE ESPONJINHAS

Unhas:
- Impala, Risqué ou Colorama? RISQUÉ, sem sombra de dúvida. o Impala me descama as unhas e o Coloroma empelota todinho...
- Compridas ou curtas? COMPRIDAS
- Esmaltes claros ou esmaltes escuros? OS DOIS!!!! 


Corpo:
- Perfume ou body splash? BODY SPLASH
- Body butter ou creme hidratante? CREME HIDRATANTE
- Sabonete em barra ou sabonete líquido? EM BARRA


Cabelos:

- Enrolados ou lisos? ENROLADOS (Ondulados e repicados, que nem o meu)
- Rabo de cavalo ou coque? COQUE (Mas coque estruturado, ou bagunçadinho. Me sinto muito sexy com eles.)
- Spray ou gel? NÃO USO
.- Curto ou comprido? COMPRIDO

- Claro ou escuro? ESCURO


Perguntas aleatórias:
- Chuva ou sol? CHUVA
- Verão ou inverno? INVERNO- Primavera ou outono? OUTONO
- Chocolate ou baunilha? BAUNILHA


Pois é, esta sou eu. Meu marido diz que mulher muito maquiada parece boneca de cera. Daí olhei meio "enviezado" pra ele e ouvi um "mas tu parece uma bonequinha de porcelana, meu 'amoior'!"... óóóiiin, ele é um fofo.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Sacrifice

No post passado havia comentado sobre a música "Jeito de Mato" e ao fato de uma música remeter a outros sentimentos que não sejam os amores entre casais.

Exemplo disto para mim é a música "Sacrifice", de Elton John. Não consigo assistir ao clipe inteiro sem chorar pelo menos um pouquinho. Quando eu era criança, por ser filha de pais separados, depois de adulta, por ter filhos de pais separados (Apenas por isso, por meus filhos.). Assistam até o fim e entenderão.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Segunda voz

No dia de ontem, 15 de maio, me aconteceu algo de muito especial. Me fez refletir sobre quem está por trás de alguém que se destaca.

Então resolvi lembrar sobre a segunda voz em algumas músicas.

1 - "The Blower's daughter", de Damien Rice. é trilha do filme "Closer - Perto demais". O filme trás apenas Julia Roberts, Jude Law, Clive Owen e Natalie Portman no elenco, então, não preciso nem dizer que é uma porrada (até por que todo mundo já deve ter assistido). Gente, alguém já ouviu o "coro" de voz feminina que tem mais pro final da música? Meeellll Deeeelllls!!! é uma das coisas mais lindas que meus ouvidos já ouviram (Ô redundância!). Só perde pros meus filhos (Quando não estão gritando, óbvio.). O clipe do qual tem o link aqui tem cenas do filme, e é tão melancólico quanto a música. Seu Jorge e Ana Carolina cantam uma versão linda dela... mas não tem esta segunda voz tão, tão... doce, meu deus! Ah, a menina que canta esta segunda voz se chama Lisa Hannigan, e não é necessariamente uma segunda voz. Só que todo mundo fala apenas do Damien, enfim.

2 - "Jeito do mato", da Paula Fernandes. Foi trilha do remake de 2009 da novela global "Paraíso" (O que??? Tu não sabia que era um remake? Pois é, a primeira versão foi gravada em 1982!). Então... aquela maravilhosa voz no fundo é do Almir Sater. Ca...lho! A guria tava no início de carreira e tinha a SEGUNDA VOZ DE NADA MAIS NADA MENOS QUE ALMIR SATER! G-zuis! Com serteza uma das coisas mais lindas que já ouvi também. Sem dúvida é música pra chorar abraçada no travesseiro. Ela nos remete muitas coisas além do que a maior parte das músicas remetem: amor entre casais, ou uma desilusão amorosa com este tipo de amor. O clip que vou linkar não achei lá estas coisas, mas foi o que encontrei com eles dois cantando junto. Vale pela ouvida.

3 - Essa é da primeira vez em que me arrepiei ao ouvir uma voz de homem cantando (Depois disso descobri o Nasi, e me arrepio com os dois...): "Living on a prayer", interpretada pelo John Bon Jovi e o magnífico Richie Sambora. O cara é companheiro inseparável do John. Para mim, sinceramente, o melhor guitarrista do mundo. O clip em questão é da época em que eu gravava os shows da banda em VHS, acompanhando minha tia, que é fã. Eu também sou... sei o que é bom desde criança. Aqui John e Richie cantam a música que disse e seguem com "Wanted Dead Or Alive", que foi trilha do filme "Young Guns". Cada um com uma violão, MUITO BONITO DE SE VER. Simples assim... ai, ai (suspiro). Vai dizer que quando a segunda voz feita pelo Richie entra não dá um nó???? Aaaaai, quando o John canta:
"Oh, We're half way there"...
E ele responde:
"Whoah, Livin' On A Prayer"...
E o John retorna:
"Take my hand, we'll make it, I swear"...
E ele...
"Whoah, Livin' On A Prayer"...
DÁ VONTADE DE SAIR GRITANDO QUE NEM FÃ ENLOUQUECIDA EM SHOW!
 
Bom, esta é uma homenagem para aqueles que gostam de ficar nos bastidores. Espero que entendam minha metáfora. Há pessoas que nem precisam fazer uma segunda, mas o fazem porque gostam, fazem bem feito e se tornam esseciais.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Medo de palhaço

Uma vez minha mãe contou que meu irmão de 22 anos ainda tem medo de uma coisa, só uma coisinha: palhaço.

E daí que eu achei ser bobagem até o dia de hoje, quando resgatei, lá do fundo do baú, um bate-papo da UOL com palhaços da franquia Patatí e Patatá, em 2003.

1ª constatação:

G-zuis!!! Socorro, posso estar sendo espiada por um palhaço agora!!! (A partir de hoje, só tomo banho de roupa...)



2ª constatação:


Sempre, SEMPRE haverá um idiota metido a palhaço (no sentido negativo da história...) pra colocar um apelido de extremo mau gosto em um bate-papo em que muito provavelmente crianças e pais de crianças entrariam. E os moderadorees não fizeram nada, leram bem? NADA!
Só um apelido destes já é crime. Mas como palhaço não necessariamente é bobo, "deram nos dedos", só no sapatinho (É cômico o resto do bate papo. Para todas as perguntas que o tal "Pedófilo" faz, os palhaços respondem algo relacionado à inocencia infantil. Pena que ele não "se flagra".):


Conclusão:

Onipresentes e inteligentes. São semi-deuses. E se Hércules detonava, devia ser temido. Sendo assim, palhaços devem ser temidos. Resumindo: Meu irmão tem razão (Drooooga!!! Mãe, olha esse gurí rindo da minha cara!!!).


P.S.: Se encontrar algo que denote onisciência e onipotência, por gentileza, avise, assim, chegarei à uma segunda conclusão: a de que devem ser Deuses... daí vou enviar um email perguntando como foi criar tudo isso em sete dias, e talz...

P.S 2.: NÃO, NÃO FUMO ABSOLUTAMENTE NADA. Nem cigarro comum. Só precisava falar um pouco de bobagem. Queria mesmo é que mais gente fizesse este trabalho de resgatar a inocência infantil, que é tão gostosa; ao invés de mostrar programas com crianças namorando e cenas de sexo explícito com atores adultos, prontas para ser copiadas embaixo da mesa da escolinha.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Para nossa alegria... de verdade.

Um vídeo se torna viral.

Pela graça? Pelo sorriso do rapazinho que toca violão? Claro. Eu ri também.

Mas daí um dia resolvi escutar.

É uma letra singela, mas que diz tanta coisa.

"Nos galhos secos de uma árvore qualquer
Onde ninguém jamais pudesse imaginar
O Criador vê uma flor à brotar

Olhai, olhai, olhai
Os lírios cresceram nos campos
E o Senhor nosso Deus
Nos têm alimentado para nossa alegria

Para nossa alegria
Para nossa alegria"


Foi composta em 1972, pela banda de rock evangélico Êxodus.

Foi gravada até pela banda Catedral, aquela que tem um vocalista com a voz igualzinha a do Renato Russo.

Fiquei curiosa, e tive que compartilhar. Não sou cristã. Mas quando algo é bonito, pela simples intensão de dizer algo de bom, pode e deve ser admirado.


quarta-feira, 18 de abril de 2012

Contos de Fada = verdade

Essa vem lá da minha intimidade profissional.

Tenho uma grande frustração na minha carreira como atriz de teatro. Gosto de vilãs. Um gosto especial, mesmo. Até hoje, meu papel favorito foi o da Rainha de copas em Alice no País das Maravilhas. Antes era interpretada pela minha fantástica amiga e eterna colega Gabriela Schaurich (Da minha Rainha tenho foto apenas no meu celular, que está sem cabo, no site da Gabi tem ela como Rainha, depois como Alice, enfim... o interessante é que comecei como Coelho Branco, passei até como Chapeleiro Maluco. A gente se reveza muito neste meio. Se olharem todas as fotos, mais abaixo, nas fotos do musical "O Menino do Dedo Verde", verão uma mulher de estola cor de rosa. Sou eu. Do lado a Gabi, de arauto - um arauto fodástico, diga-se de passagem; pois virava vários personagens em cena. Alí eu era a Srª Mamãe - quem leu o livro de Maurice Druon vai saber que sou diferente dela fisicamente, mas era uma adaptação livre e virou cômica, como todos os espetáculos infantis em que colocam a Gabi e eu juntas.).

Representar uma vilã não é tarefa fácil. Alí tu coloca para fora tudo aquilo que tua mãe te ensinou que era feio. Tu pode ser incorreto sem medo. Pode ser ridículo e se dar mal sem temer. Depois se sente uma pessoa bem melhor, pois em ti ficou apenas o que era bom... não é algo incrível? Sinto muita falta do palco, e principalmente das vilãs que eu fazia.

Minha maior frustação é a Madrasta da Branca de Neve. Até meu perfil no facebook tem uma ilustração dela. Sempre quis ser a Rainha. Fiz vários testes na época de teatro estudantil. Mas uma barreira me separava dela: meu rosto. Sim, meu rosto branco e redondinho, a boca vermelha em formato de coração e o cabelo chanel tão escuro que uma vez perguntaram se minha mãe pintava. Não dava outra: "Branca de Neve nela!", diziam as professoras. E daí lá ia eu fazer a cara de paisagem da personagem que acho mais inssossa no mundo (Por coincidência, a Gabi está interpretando ela na direção do Zé Rodrigues, atualmente, sem muita inssossidade* - vale conferir, meus filhos adoraram ver a tia Gabi imitando o ó,ó,ó,óóóóóó...kkkk!).

Cresci e trabalhei por alguns anos profissionalmente. Certa vez bati boca com um diretor que queria que eu fizesse contação de histórias vestida de Branca de Neve. "Mas por que não pode ser a Rainha contando a História e como se deu mal?... Vai ser até pedagógico!" Já estava até fazendo beicinho para convencê-lo. "Tá doida, guria? Tu é a cara da Branca de Neve! Agora vai lá, coloca o vestido, pega uma maçã, deita e acorda quando o monitor te der um beijo." E eu fui, bufando.

Nem minha sobra de peso fez com que me livrasse da Branca de Neve. Isso é um absurdo; mas é real.

Daí contei toda esta história, e ninguém tá entendendo nada, estão achando que estou em um momento choradeira. Pois então.  Para me formar em Magistério estudei fundamentos da Literatura Infantil. E além de adorar interpretar vilãs (Aqui falei da que fiz em espetáculos infantis - entre outras que não citei - , mas fiz umas em espetáculos adultos que me ralavam toda, mas adoooourava!), adoro os Contos de Fada e seus fundamentos. Na verdade são contos bem pesados, que graças ao gênio Walt Disney viraram referência na ludicidade infantil (pronto, agora baixou a professorinha - preparem-se!).

As estórias que Andersen e os Grimm contam são bem diferentes. E estou achando extermamente interessante que o cinema está resgatando certos elementos a respeito.

Vou postar o pouco que sei aqui, nos próximos dias.

*Essa palavra existe? Se não existe, inventei agora.

Olha que bonitinha, era assim que eu ficava! Até o narizinho é parecido... (Tirei de outro blog.)

O Titanic voltou!

Não, gente, NÃO emergiram o Titanic.

Mas o filme voltou, e agora em 3D! Que leeeeindo!

Daí você assiste, volta pra casa. Não tem como impedir que sua imaginação vá para o gélido oceano...

Da mesma maneira que cito de onde retirei todos os arquivos que não são meus, gostaria que se alguém for reproduzir esta tirinha me cite como autora. É uma questão de respeito, afinal, a ilustração é minha.


terça-feira, 17 de abril de 2012

Kiko, kiko, rá, rá, rááá!!!


Mas ainda espero o Gun's cantando Teló.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Stormtroopinho

Ah, droga, já dei minha lacrimejada da tarde lendo um site de humor, vê se pode?



Tá bom... pra quem chora assistindo Dumbo na cena em que a mãe dele tá presa e embala ele com a tromba através da grade... tem como se segurar? (Droga, já tô com os olhos marejados de novo.)

E se o Dart Vader fosse um bom pai?

Então... meu filho de 8 anos, que se chama Lugh, resolveu jogar Star Wars. E não entendia bulhufas da estória. Enquanto não consigo todos os episódios da série pra fazer uma noite de cineminha com algo que valha a pena, o padrasto dele e eu passamos o café da manhã inteiro explicando quem era quem.

Daí dei de cara com este post no site Fail Wars , e não pude deixar de lembrar do meu gurizinho, que jura ter o mesmo nome do filho do Anakin (Espero não ter decepcionado ao esclarecer que na verdade o nome dele é de um Deus Celta... ok, ele disse que gostou. Agora sai por aí dizendo que o nome é bretão, patatí, patatá...).

Mas olha só que sarro esta suposição sobre uma boa paternidade do Dart Vader:













sexta-feira, 13 de abril de 2012

Nothing Else Matters orquestrada

Confesso que choro muito quando ouço.

Não tem como aguentar a emoção. Ainda mais alguém que rege a trilha sonora da própria vida com Metal melódico como eu.


Acredito que uma das coisas mais lindas que já vi e ouvi é Metallica cantando acompanhada da orquestra de San Francisco.

Em off: É óbvio que ri muito com a sincronia do vídeo com a música do Gustavo Lima, por isso foi necessária esta limpeza auditiva. Trabalhei a manhã inteira ouvindo Metallica.


terça-feira, 10 de abril de 2012

Metallica canta Gustavo Lima...

Só tenho uma coisa a dizer: EU PROCESSAVA! Hahahahahaah!!!!

http://www.videolog.tv/video.php?id=771828

Aguardo agora Guns cantando Teló.


Em off: Tá bom, confesso, achei bem divertido (Ficou muito bem sincronizado!)...

Princesas Disney em versão sexy

Sim, eu gosto de contos de fada, e sou fascinada por animações da Disney. Se tu não é, assiste "Fantasia" e "Fantasia 2000", e vai entender do que eu tô falando.

Acho muito legal o trabalho de releituras de arte. Quem sabe uma hora destas não crio coragem e mostro as minhas?

Vi dia destes estas releituras do J-Scott-Campbell para as personagens de contos de fada e achei muito legal. Acredito que estas não acabam com a infância de ninguém, pois não foram publicadas pela Disney como "oficialmente" sendo seus personagens. É arte adaptada, fanart, ou qualquer outra categoria, mas não imposição de uma imagem sensualizada pelo próprio estúdio responsável. Até por que estas personagens nunca apareceram como crianças, certo?

Vou começar com minha personagem favorita, a Jasmine.

Jasmine from Fairy Tale Fantasies

Olha a Rapunzel, vai dizer que não parece a Vênus de Milo?

Rapunzel combing her hair

E até a Malévola, vilã de "A Bela Adormecida" entrou na onda!

Maleficent by J. Scott Campbell

Ficaram lindas e sexy. Tá certo que temos que orientar as crianças a sairem da sala, mas como forma de arte é muuuuito tri!

Dá pra ver mais aqui: http://www.unfinishedman.com/fairy-tale-fantasies-fantasy-characters-all-grown-up/

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Princesas Disney versão dark

E eu finalmente vi a Nahla inserida no meio das outras princesas (Depois de reclamar.)!!! Eeeeeeehhhh \0/\0/\0/\0/

Pena que foi na versão zumbi. Pena? Que pena que nada. Curti muito! Como sempre, é notícia velha, pois eu sempre chego atrasada...



Dá pra ver mais no site Nós Geek.

Olha que interessante ficou a Pocahontas:

Marcas

plastica Amanda LeporeE a Adele, que foi defendida pela Madonna, quer emagrecer. Esta notícia já é velha, eu sei.

Minha mãe diz que tenho que tratar minha tireóide, pois meu peso parece ter aumentado. Concordo com ela. Mas não acredito que tenha que fazer isso por causa apenas de meu peso. Tenho que fazer isso porque minha disfunção trás enxaqueca, dores no corpo e cálculo renal. Meu sobrepeso não tem relação nenhuma com estes três problemas, e médicos já disseram isso, pois minha alimentação (fora no período de TPM) é extremamente balanceada e cuidadosa. Mas não porque quero emagrecer. Mas porque GOSTO de vegetais crus, de cereais e iogurte. Não sinto muito prazer em comer carne, e isso não é crime, pelo o que eu saiba.

Certa vez, fui fazer teste para apresentar o telejornal que minha turma da faculdade estava produzindo. Tive que trocar de cor de camisa duas vezes, tirar os brincos, prender cabelos, trocar a cor do batom. Tudo porque segundo meu professor, minha imagem era muito sensualizada para transmitir notícias. Comentei com um colega: "mas eu sou gorda!" e ele respondeu de pronto:"o professor disse que tu é sensual, e não magra". a partir daquele momento percebi que ser feio é uma coisa, estar acima do peso é outra.

Às vezes fico chocada com o que algumas pessoas são capazes de fazer para adaptar-se a padrões. E aí me pergunto: que padrões? Quem dita esta regra? Ainda temos sociedades com conceitos de beleza diferentes. Até porque se fossemos todos iguais, não teria graça nenhuma.

Não é raro o dia em que me olho no espelho e me orgulho. Meu ventre não é liso. Minha filha me disse que parecia massa de pão, por causa das estrias. Ao contrário de outras mulheres que praguejariam: "isso é culpa tua!", apenas disse que isso é o que acontece com a maior parte das mulheres que escolhem dar a vida para outras pessoas, e que não me importava, pois aquela era a marca que me lembraria de ter dado a vida a ela e ao seu irmão.

Não tenho mais os seios que tinha aos dezesseis anos. Mas isso são marcas de que alimentei dois seres humanos até que pudessem fazê-lo de outra forma. Meus cabelos são grisalhos já pouco antes de completar trinta anos. Embora passe tinta para avermelhar, para mim não é o fim do mundo, minha intensão é colorir e não esconder fios brancos. É a marca que lembra que vivi e tenho experiência. Óbvio que uso cosméticos, mas não me prestei a comprar rejuvenescedores assim que fiz vinte e cinco anos. Não faz sentido, e para mim, nunca fará. Acho tão bonito e natural envelhecer. é o que acontece com nosso corpo desde a concepção, não é mesmo?

Sou casada com um homem que é dez anos mais velho que eu. Quando observo que ele tem pés de galinha suaves, mas que logo estarão mais profundos, fico feliz. Ele me ensina muitas coisas valiosas, todos os dias, me protege e acolheu meus filhos. Coisas que só a vida ensina, e colocam a juventude do corpo por água abaixo; dando lugar à juventude da alma.

Hoje, por saber o valor das coisas, me aceito mais.

Quero viver voltada para minhas experiências, e não para meu corpo.

Nunca sofri bulling na escola. Não tiveram tempo. Só porque sei rir de mim mesma. Inclusive peço desculpas aos colegas que nunca conseguiram me chamar de gorda, jé que eu chamava antes.

Também não posso reclamar de gordurinhas saltando para fora das calças. Não ignoro meu tamanho. Não acho justo para com meu corpo comprar roupas dois números menores.

O assunto é longo e delicado, assim como este post. Mas precisava falar. Acho que vou morrer tentando entender pessoas como a que está na foto acima (ou vai dizer que o Michael Jackson não seria um homem lindo sem as plásticas?).

Mas me conformo... elas também não entenderiam a relação de amor que tenho com minhas marcas.