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segunda-feira, 23 de abril de 2012

Para nossa alegria... de verdade.

Um vídeo se torna viral.

Pela graça? Pelo sorriso do rapazinho que toca violão? Claro. Eu ri também.

Mas daí um dia resolvi escutar.

É uma letra singela, mas que diz tanta coisa.

"Nos galhos secos de uma árvore qualquer
Onde ninguém jamais pudesse imaginar
O Criador vê uma flor à brotar

Olhai, olhai, olhai
Os lírios cresceram nos campos
E o Senhor nosso Deus
Nos têm alimentado para nossa alegria

Para nossa alegria
Para nossa alegria"


Foi composta em 1972, pela banda de rock evangélico Êxodus.

Foi gravada até pela banda Catedral, aquela que tem um vocalista com a voz igualzinha a do Renato Russo.

Fiquei curiosa, e tive que compartilhar. Não sou cristã. Mas quando algo é bonito, pela simples intensão de dizer algo de bom, pode e deve ser admirado.


quarta-feira, 18 de abril de 2012

Contos de Fada = verdade

Essa vem lá da minha intimidade profissional.

Tenho uma grande frustração na minha carreira como atriz de teatro. Gosto de vilãs. Um gosto especial, mesmo. Até hoje, meu papel favorito foi o da Rainha de copas em Alice no País das Maravilhas. Antes era interpretada pela minha fantástica amiga e eterna colega Gabriela Schaurich (Da minha Rainha tenho foto apenas no meu celular, que está sem cabo, no site da Gabi tem ela como Rainha, depois como Alice, enfim... o interessante é que comecei como Coelho Branco, passei até como Chapeleiro Maluco. A gente se reveza muito neste meio. Se olharem todas as fotos, mais abaixo, nas fotos do musical "O Menino do Dedo Verde", verão uma mulher de estola cor de rosa. Sou eu. Do lado a Gabi, de arauto - um arauto fodástico, diga-se de passagem; pois virava vários personagens em cena. Alí eu era a Srª Mamãe - quem leu o livro de Maurice Druon vai saber que sou diferente dela fisicamente, mas era uma adaptação livre e virou cômica, como todos os espetáculos infantis em que colocam a Gabi e eu juntas.).

Representar uma vilã não é tarefa fácil. Alí tu coloca para fora tudo aquilo que tua mãe te ensinou que era feio. Tu pode ser incorreto sem medo. Pode ser ridículo e se dar mal sem temer. Depois se sente uma pessoa bem melhor, pois em ti ficou apenas o que era bom... não é algo incrível? Sinto muita falta do palco, e principalmente das vilãs que eu fazia.

Minha maior frustação é a Madrasta da Branca de Neve. Até meu perfil no facebook tem uma ilustração dela. Sempre quis ser a Rainha. Fiz vários testes na época de teatro estudantil. Mas uma barreira me separava dela: meu rosto. Sim, meu rosto branco e redondinho, a boca vermelha em formato de coração e o cabelo chanel tão escuro que uma vez perguntaram se minha mãe pintava. Não dava outra: "Branca de Neve nela!", diziam as professoras. E daí lá ia eu fazer a cara de paisagem da personagem que acho mais inssossa no mundo (Por coincidência, a Gabi está interpretando ela na direção do Zé Rodrigues, atualmente, sem muita inssossidade* - vale conferir, meus filhos adoraram ver a tia Gabi imitando o ó,ó,ó,óóóóóó...kkkk!).

Cresci e trabalhei por alguns anos profissionalmente. Certa vez bati boca com um diretor que queria que eu fizesse contação de histórias vestida de Branca de Neve. "Mas por que não pode ser a Rainha contando a História e como se deu mal?... Vai ser até pedagógico!" Já estava até fazendo beicinho para convencê-lo. "Tá doida, guria? Tu é a cara da Branca de Neve! Agora vai lá, coloca o vestido, pega uma maçã, deita e acorda quando o monitor te der um beijo." E eu fui, bufando.

Nem minha sobra de peso fez com que me livrasse da Branca de Neve. Isso é um absurdo; mas é real.

Daí contei toda esta história, e ninguém tá entendendo nada, estão achando que estou em um momento choradeira. Pois então.  Para me formar em Magistério estudei fundamentos da Literatura Infantil. E além de adorar interpretar vilãs (Aqui falei da que fiz em espetáculos infantis - entre outras que não citei - , mas fiz umas em espetáculos adultos que me ralavam toda, mas adoooourava!), adoro os Contos de Fada e seus fundamentos. Na verdade são contos bem pesados, que graças ao gênio Walt Disney viraram referência na ludicidade infantil (pronto, agora baixou a professorinha - preparem-se!).

As estórias que Andersen e os Grimm contam são bem diferentes. E estou achando extermamente interessante que o cinema está resgatando certos elementos a respeito.

Vou postar o pouco que sei aqui, nos próximos dias.

*Essa palavra existe? Se não existe, inventei agora.

Olha que bonitinha, era assim que eu ficava! Até o narizinho é parecido... (Tirei de outro blog.)

O Titanic voltou!

Não, gente, NÃO emergiram o Titanic.

Mas o filme voltou, e agora em 3D! Que leeeeindo!

Daí você assiste, volta pra casa. Não tem como impedir que sua imaginação vá para o gélido oceano...

Da mesma maneira que cito de onde retirei todos os arquivos que não são meus, gostaria que se alguém for reproduzir esta tirinha me cite como autora. É uma questão de respeito, afinal, a ilustração é minha.


terça-feira, 17 de abril de 2012

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Stormtroopinho

Ah, droga, já dei minha lacrimejada da tarde lendo um site de humor, vê se pode?



Tá bom... pra quem chora assistindo Dumbo na cena em que a mãe dele tá presa e embala ele com a tromba através da grade... tem como se segurar? (Droga, já tô com os olhos marejados de novo.)

E se o Dart Vader fosse um bom pai?

Então... meu filho de 8 anos, que se chama Lugh, resolveu jogar Star Wars. E não entendia bulhufas da estória. Enquanto não consigo todos os episódios da série pra fazer uma noite de cineminha com algo que valha a pena, o padrasto dele e eu passamos o café da manhã inteiro explicando quem era quem.

Daí dei de cara com este post no site Fail Wars , e não pude deixar de lembrar do meu gurizinho, que jura ter o mesmo nome do filho do Anakin (Espero não ter decepcionado ao esclarecer que na verdade o nome dele é de um Deus Celta... ok, ele disse que gostou. Agora sai por aí dizendo que o nome é bretão, patatí, patatá...).

Mas olha só que sarro esta suposição sobre uma boa paternidade do Dart Vader:













sexta-feira, 13 de abril de 2012

Nothing Else Matters orquestrada

Confesso que choro muito quando ouço.

Não tem como aguentar a emoção. Ainda mais alguém que rege a trilha sonora da própria vida com Metal melódico como eu.


Acredito que uma das coisas mais lindas que já vi e ouvi é Metallica cantando acompanhada da orquestra de San Francisco.

Em off: É óbvio que ri muito com a sincronia do vídeo com a música do Gustavo Lima, por isso foi necessária esta limpeza auditiva. Trabalhei a manhã inteira ouvindo Metallica.


terça-feira, 10 de abril de 2012

Metallica canta Gustavo Lima...

Só tenho uma coisa a dizer: EU PROCESSAVA! Hahahahahaah!!!!

http://www.videolog.tv/video.php?id=771828

Aguardo agora Guns cantando Teló.


Em off: Tá bom, confesso, achei bem divertido (Ficou muito bem sincronizado!)...

Princesas Disney em versão sexy

Sim, eu gosto de contos de fada, e sou fascinada por animações da Disney. Se tu não é, assiste "Fantasia" e "Fantasia 2000", e vai entender do que eu tô falando.

Acho muito legal o trabalho de releituras de arte. Quem sabe uma hora destas não crio coragem e mostro as minhas?

Vi dia destes estas releituras do J-Scott-Campbell para as personagens de contos de fada e achei muito legal. Acredito que estas não acabam com a infância de ninguém, pois não foram publicadas pela Disney como "oficialmente" sendo seus personagens. É arte adaptada, fanart, ou qualquer outra categoria, mas não imposição de uma imagem sensualizada pelo próprio estúdio responsável. Até por que estas personagens nunca apareceram como crianças, certo?

Vou começar com minha personagem favorita, a Jasmine.

Jasmine from Fairy Tale Fantasies

Olha a Rapunzel, vai dizer que não parece a Vênus de Milo?

Rapunzel combing her hair

E até a Malévola, vilã de "A Bela Adormecida" entrou na onda!

Maleficent by J. Scott Campbell

Ficaram lindas e sexy. Tá certo que temos que orientar as crianças a sairem da sala, mas como forma de arte é muuuuito tri!

Dá pra ver mais aqui: http://www.unfinishedman.com/fairy-tale-fantasies-fantasy-characters-all-grown-up/

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Princesas Disney versão dark

E eu finalmente vi a Nahla inserida no meio das outras princesas (Depois de reclamar.)!!! Eeeeeeehhhh \0/\0/\0/\0/

Pena que foi na versão zumbi. Pena? Que pena que nada. Curti muito! Como sempre, é notícia velha, pois eu sempre chego atrasada...



Dá pra ver mais no site Nós Geek.

Olha que interessante ficou a Pocahontas:

Marcas

plastica Amanda LeporeE a Adele, que foi defendida pela Madonna, quer emagrecer. Esta notícia já é velha, eu sei.

Minha mãe diz que tenho que tratar minha tireóide, pois meu peso parece ter aumentado. Concordo com ela. Mas não acredito que tenha que fazer isso por causa apenas de meu peso. Tenho que fazer isso porque minha disfunção trás enxaqueca, dores no corpo e cálculo renal. Meu sobrepeso não tem relação nenhuma com estes três problemas, e médicos já disseram isso, pois minha alimentação (fora no período de TPM) é extremamente balanceada e cuidadosa. Mas não porque quero emagrecer. Mas porque GOSTO de vegetais crus, de cereais e iogurte. Não sinto muito prazer em comer carne, e isso não é crime, pelo o que eu saiba.

Certa vez, fui fazer teste para apresentar o telejornal que minha turma da faculdade estava produzindo. Tive que trocar de cor de camisa duas vezes, tirar os brincos, prender cabelos, trocar a cor do batom. Tudo porque segundo meu professor, minha imagem era muito sensualizada para transmitir notícias. Comentei com um colega: "mas eu sou gorda!" e ele respondeu de pronto:"o professor disse que tu é sensual, e não magra". a partir daquele momento percebi que ser feio é uma coisa, estar acima do peso é outra.

Às vezes fico chocada com o que algumas pessoas são capazes de fazer para adaptar-se a padrões. E aí me pergunto: que padrões? Quem dita esta regra? Ainda temos sociedades com conceitos de beleza diferentes. Até porque se fossemos todos iguais, não teria graça nenhuma.

Não é raro o dia em que me olho no espelho e me orgulho. Meu ventre não é liso. Minha filha me disse que parecia massa de pão, por causa das estrias. Ao contrário de outras mulheres que praguejariam: "isso é culpa tua!", apenas disse que isso é o que acontece com a maior parte das mulheres que escolhem dar a vida para outras pessoas, e que não me importava, pois aquela era a marca que me lembraria de ter dado a vida a ela e ao seu irmão.

Não tenho mais os seios que tinha aos dezesseis anos. Mas isso são marcas de que alimentei dois seres humanos até que pudessem fazê-lo de outra forma. Meus cabelos são grisalhos já pouco antes de completar trinta anos. Embora passe tinta para avermelhar, para mim não é o fim do mundo, minha intensão é colorir e não esconder fios brancos. É a marca que lembra que vivi e tenho experiência. Óbvio que uso cosméticos, mas não me prestei a comprar rejuvenescedores assim que fiz vinte e cinco anos. Não faz sentido, e para mim, nunca fará. Acho tão bonito e natural envelhecer. é o que acontece com nosso corpo desde a concepção, não é mesmo?

Sou casada com um homem que é dez anos mais velho que eu. Quando observo que ele tem pés de galinha suaves, mas que logo estarão mais profundos, fico feliz. Ele me ensina muitas coisas valiosas, todos os dias, me protege e acolheu meus filhos. Coisas que só a vida ensina, e colocam a juventude do corpo por água abaixo; dando lugar à juventude da alma.

Hoje, por saber o valor das coisas, me aceito mais.

Quero viver voltada para minhas experiências, e não para meu corpo.

Nunca sofri bulling na escola. Não tiveram tempo. Só porque sei rir de mim mesma. Inclusive peço desculpas aos colegas que nunca conseguiram me chamar de gorda, jé que eu chamava antes.

Também não posso reclamar de gordurinhas saltando para fora das calças. Não ignoro meu tamanho. Não acho justo para com meu corpo comprar roupas dois números menores.

O assunto é longo e delicado, assim como este post. Mas precisava falar. Acho que vou morrer tentando entender pessoas como a que está na foto acima (ou vai dizer que o Michael Jackson não seria um homem lindo sem as plásticas?).

Mas me conformo... elas também não entenderiam a relação de amor que tenho com minhas marcas.